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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Kawasaki Versys 1000

Apresentada no Salão de Milão 2011, essa é uma nova aposta da Kawasaki no mercado das touring (maxitrail?) que tem tudo para emplacar. Muitos sonham com motos maxitrail, mas quem pilota motos 4 cilindros tem certa dificuldade em ficar satisfeito com os grandes bicilíndricos (BMW R1200GS, Yamaha Super Teneré, KTM 990), e para esses uma moto assim faz todo o sentido.

O motor mostra 1043cc, 118 cavalos a 9.000 RPM, torque máximo de 10.4 kgf.m a 7.700 RPM. Com tanque de 21 litros, suspensões de 15cm de curso, controle de tração KTRC, dois modos de potência, ABS de série e 239 Kg em ordem de marcha, o desempenho só pode ser espetacular. Como sempre nesses casos, pneus estradeiros, pois off-road não é o forte dessas máquinas, ou seja, nada diferente do que já se encontra na Kawasaki Versys, Suzuki V-Strom, Ducati Multistrada, Triumph Tiger 1050 e tantas outras.

Considerando as características, sem dúvida para chegar mais próxima da perfeição a Versys 1000 poderia trazer eixo cardã, o que seria totalmente compatível com o posicionamento da moto. Ainda mais considerando que a BMW R1200GS, Yamaha Super Teneré e as novíssimas Honda Crosstourer e Triumph Tiger 1200 Explorer são assim equipadas, ainda que todas essa sejam mais próximas do espírito maxitrail do que a Versys.

Pelo vídeo, dá para ver que a moto roda macio, e com conforto, potência e torque de sobra para estradas de serra e grandes viagens. A moto é nova, mas considerando a agilidade que a Kawasaki Brasil tem apresentado, quem sabe apareça por aqui lá pelo início de 2013, e se tiver preço competitivo sem dúvida será uma pedra no sapato da competente concorrência.

Aos mais ansiosos, já dá para ir sonhando!



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Honda CB 1000R, uma street fighter poderosa e acessível




A novíssima CB 1000R foi apresentada pela Honda no Salão Duas Rodas em São Paulo. Para o público apaixonado por motos naked, essa street fighter é uma excepcional opção em termos de mercado brasileiro. Vem se juntar à outras competidoras peso pesado como a Kawasaki Z1000 e a radical Suzuki B-King. A pérola BMW K1300R é acima te tudo um sonho, mas posicionada numa faixa de preço muito alta, fora da realidade da maioria dos brasileiros. E os modelos Ducati e KTM mostram limitações pelo baixo número de concessionárias, mais centradas na região sudeste.

Considerando o sucesso da Hornet no mercado brasileiro, é viável imaginar que essa CB 1000R se torne líder de vendas no segmento de naked acima de 800 cilindradas. Só não estou tão certo de que a Hornet continue dominando no segmento inferior a 800cc como vem ocorrendo há muitos anos, visto a forte concorrência da Kawasaki, Yamaha e BMW e da própria CB 1000R, que deve canibilizar parte do mercado que lhe era cativo.

Méritos para liderar a CB 1000R tem de sobra: design ultra moderno, compacta (pouco maior que a Hornet, e com 217 Kg a seco), banco confortável (em se tratando de naked), motor 4 cilindros derivado da CBR 1000RR com 125 CV a 10000 RPM e 10,2 kgf.m de torque, o que deve tornar difícil precisar rodar abaixo da última marcha. Como opcional, o consagrado C-ABS da Honda.

Faria reparos a pequenos detalhes que considero abaixo do esperado em motos top atuais. O reservatório de líquido de freio não tem exatamente o formato que ideal, sendo o usado na Hornet muito mais interessante. O tanque pequeno, de apenas 17 litros certamente dará uma autonomia bem abaixo da ideal, problema esse que já é bem sério na Hornet (o modelo até 2010 tem na verdade menos de 17 litros).

E por fim, a limitação de cores entre preto e verde metálico (este de gosto altamente duvidoso) fica aquém das expectativas, visto que no exterior as opções são bem maiores (a Honda Itália, por exemplo, oferece a branca, a preta e a tricolor que é maravilhosa e pode ser vista na foto abaixo), mas no Brasil a montadora mostra um déficit cultural de oferecer sempre somente duas cores.

Esperemos essa importante moto chegar efetivamente às concessionárias, pois o público que hoje é fiel à Honda e que até agora tinha na Hornet o seu sonho de consumo, sem dúvida vai pensar seriamente nesse upgrade, pois a CB 1000R oferece muito mais por um preço pouco maior. Isso se se for confirmada a expectativa de preço em torno de R$ 40 mil, o que deve tornar essa moto um enorme sucesso no nosso mercado cada vez mais rico em opções (ainda que muito abaixo do que se vê exterior, mas com o tempo isso tende a ser corrigido).

É sem dúvida interessante ver a Honda tomando medidas efetivas para quebrar aquela imagem meio incômoda de ser centrada demais no segmento de motos pequenas (com seus 80% de mercado), mas de não ser tão competitiva no segmento de motos médias e grandes. Sua política agressiva, inclusive em preço se mostra muito acertada, e no longo prazo deve lhe trazer fortes dividendos.

A CB 1000R tricolor é lindíssima, mas infelizmente não aparece nos planos da Honda Brasil, o que é uma pena

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma razão pela qual motores quebram


Esse vídeo é interessantíssimo, por mostrar uma coisa inusitada: um motor de BMW S1000RR de 192 HP aberto, e funcionando a até 14.000 RPM. A diferença entre o início, funcionando em marcha lenta, e o final - girando a pleno - é altamente impactante!

Imagine-se os esforços mecânicos envolvidos numa situação tão extrema. Por aí da para ter uma ideia da razão porque motos de alto desempenho, em competições como o Mundial de Superbike, às vezes quebram. Tem que quebrar mesmo, pois por mais desenvolvida a tecnologia em durabilidade de materiais, o fato é que exceder os limites tem um preço, e esse preço às vezes é alto demais e provoca danos de diversos tipos.

Felizmente, usando essas motos nas ruas, ou mesmo em um TrackDay dificilmente um piloto normal se aproximaria desses limites, e portanto os riscos à durabilidade (e a integridade física do piloto) se tornam menos críticos.

BMW S1000RR, uma das mais adoradas SS já produzidas
Tive acesso ao link do vídeo pela revista Motociclismo nº 150, de junho de 2010, que contem uma matéria muito boa onde colocaram nove motos SS (superesportivas) rodando a 250 Km/h fixos durante 25 Km na pista de Nardò, no sul da Itália, circuito esse que é uma coisa impressionante em si mesmo: um anel de 12,5 Km que permite acelerações plenas e manter essa velocidade por longos períodos.

Resultado de tamnho estresse às motos: cinco quebras, entre as quais um constrangedor bloco de motor (cuja moto evitarei identificar aqui) com um furo enorme mostrado numa das fotos. Recomendo a matéria a quem tiver acesso.

Saiba mais sobre Nardò no link: Nardò na Wikipédia

Foto ampliada do circuito, com seus 12,5 Km de extensão

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

KTM 990 Supermoto T

Sem dúvida essa é a moto que gostaria de ter hoje, se ignorasse quaisquer outras razões além da mais pura paixão em duas rodas. É uma bem acabada síntese entre naked e big trail, ainda que com pneus menos estradeiros seu desempenho off-road deva melhorar consideravalmente, já que a suspensão de grande curso ela traz de fábrica.

Pena que no momento seguinte não consigo evitar pensar na dura realidade do país tropical chamado Brasil. Não bastasse o custo alto, ainda devo lembrar a falta de presença efetiva da KTM no Brasil pelo menos até o momento, sua vinculação ao Grupo Izzo (que alguns chamam de Grupo Rizzo) e consequente provável dificuldade com falta de peças, apesar da fama da KTM de estragar pouco.

Que enorme a distância entre a simples paixão e a dura frieza da racionalidade!


Kawasaki Z1000SX

Ninja 1000, como deve se chamar no Brasil

Ao que tudo indica, chegando ao Brasil até o fim do ano, definitivamente tem tudo a ver com quem gosta de motos Sport Touring. Entrega muito, assim como certamente ocorre com as concorrentes hiper tecnológicas Honda VFR1200 e BMW K1300S, mas essas duas sendo caras demais.

Já a Z1000SX deve oferecer um excepcional custo/benefício, em razão do preço bem mais em conta, e em termos de design e é de cair o queixo, e com um desempenho sensacional. Quando vejo uma maravilha como essa, minha fé nas big trail quase fica abalada. Quase, apenas!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Você já sonhou em ter uma 125cc ou 200cc?

Confesso que nunca cogitei ter uma 125cc, tanto é verdade que minha única moto antes da Honda Hornet foi uma Honda Twister, já uma 250cc, portanto. Mas a pergunta é: e se fosse essa 125cc do vídeo? Aí a resposta já seria bem mais difícil, não é mesmo?

Observe alguns detalhes como o freio à disco nas duas rodas, a linda balança traseira com o detalhe de uma mola branca no amortecedor, a suspensão dianteira invertida, o design ultra-moderno e agressivo da moto como um todo e do painel em particular, a evidente qualidade geral dos componentes, o radiador denotando refrigeração líquida, motor de 15 CV e câmbio de 6 marchas, suspensão com 16cm de curso na frente e atrás (e nem é uma trail), e um peso a seco de apenas 115 Kg, com tanque de 11 litros.

Olhando isso tudo já parece excelente, mas e se... ainda por cima essa mesma moto tiver 200cc (em vez de 125cc) e 22 CV? Pois assim será a KTM Duke 200 a ser lançada no Brasil entre o fim deste ano e o meio do ano que vem. Ops! Confesso que deu uma enorme vontade de ter essa moto, e mesmo ela custando o absurdo dos projetados R$ 17 a R$ 18 mil. Estou louco para conhecer essa moto ao vivo, e tenho quase certeza que no máximo no Salão de Motos em outubro ela será mostrada. Isso sim é uma moto pequena de verdade, e que parece excepcional para o dia-a-dia das grandes cidades! Quem sabe minha primeira KTM...